Taças para vinho. Como acertar?


Como escolher a taça apropriada para cada vinho
A estrutura de uma taça é composta por: borda, bojo (copo), haste e a base (pé). Elas podem variar em forma, tamanho e modelo, tudo isso para melhor se adequar a um vinho específico. São muitas as variedades disponíveis no mercado e por isso é comum aparecer dúvidas no momento de escolher um modelo. Embora cada vinho possua uma taça mais indicada para sua degustação, não é necessário ter uma coleção de taças. Aqui foram selecionadas algumas informações sobre taças de vinho, para auxiliar aqueles que estão iniciando no mundo prazeroso que a degustação de vinhos proporciona.
As taças coloridas podem ser boas para decorar, só não servem para quem vai apreciar vinhos, porque a percepção sensorial começa pelo visual e isto só será possível em taças transparentes. As tonalidades do vinho dão dicas sobre o tipo de uva e idade da bebida, por isso a transparência tão importante. Dê preferência para taças transparentes e sem desenhos ou adornos, afinal o papel da taça é realçar as características do vinho e não o contrário disso!
Por décadas o designer das taças foi o mesmo, com a ajuda dos estudos científicos as mudanças começaram e nos anos 1950 o austríaco Claus Josef Riedel descobriu que o diâmetro, o volume, a espessura, a forma e o acabamento do vidro contribuíam e muito para que os aromas se desprendessem e evoluíssem até o nariz, além de deixar as características do vinho florescerem no paladar, cabe a taça realçar cores, aromas e sabores.
A preferência por taças de cristal é explicada pela porosidade do material que permite ao vinho desenvolver mais do que em taças de vidro, já que ao girar o vinho as moléculas são quebradas e desprendem maior concentração de aromas. São três as opções: cristal, cristal de vidro ou vidro. A diferença básica será o chumbo que é utilizado em sua produção. As taças de cristal apresentam até 24% de chumbo, as taças de cristal de vidro cerca de 10% e o vidro simplesmente não tem. O chumbo é o responsável pela leveza, sonoridade e a espessura fina e delicada das taças. Para aqueles preocupados com o teor chumbo, é bom ressaltar que o tempo de contato do vinho com a taça é insignificante para que isso ocorra, afinal, ninguém coloca um vinho em uma taça para beber dias depois. Caso não encontre uma boa taça de cristal, procure uma de vidro que seja bem fina. Se não quer correr o risco de quebrar você pode procurar pelas taças "inquebráveis", feitas de um material chamado Kwarx, que estão no mercado desde 2006, procure pelas marcas: Mikasa e a alemã centenária Schott Zwiesel. Elas são feitas com a incorporação de titânio e zircônio ao cristal, os fabricantes garante uma dureza maior do que a do aço, sem modificar o brilho.
Marcas conhecidas não faltam, todas oferecem excelentes taças, no Brasil temos a Hering e a Strauss que mantém uma qualidade digna. Para quem não dispensa a famosa qualidade francesa podem procurar: Luminarc Millesime ou Arcoroc Tulipe. A Bohemia, de origem Checa, também merece a fama que possue. Para aqueles que desejam uma boa taça e não podem investir muito agora, vale a pena olhar os preços das taças da Rona, da Cristerna e da Royal Leerdam. A Spiegelgau e a Nachtman foram compradas pela famosa Riedel. Para quem procura por marcas importantes, a austríaca Riedel é sem dúvida uma referência, eles oferecem 400 tipos e tamanhos de taças, uma para cada espécie de uva e/ou região do mundo. 
Beber um vinho em uma taça apropriada faz toda a diferença, então se pretende comprar taças para saborear os prazeres que o vinho tem para lhe oferecer, procure fazer um investimento prudente, pense se está levando uma taça que você se permitirá quebrar ou se apenas quer adquirir uma taça que sempre terá receio de usar por medo de quebrá-la.
O próximo passo é saber qual o tipo de taça usar para cada vinho, lembrando que a composição do vinho define as suas diferentes formas, por isso é classificado conforme o tipo e os estilos contidos dentro de um mesmo tipo. São observados aspectos como a combinação de castas, clima, solo e tecnologia e até mesmo os eventuais desvios que podem acontecer durante a sua elaboração. Além da variedade de tipos de uvas existentes, a diferenciação mais imediata é feita pela coloração do vinho: branco, tinto e rosado, que consequentemente obedecem a variados estilos.  Por exemplo, o vinho branco tem estilos variados: secos leves, secos de médio corpo, secos encorpados, secos espumantes e os brancos doces que por sua vez podem ser subdivididos em: brancos doces naturais e brancos doces licorosos. O mesmo pode ser feito com o vinho tinto, e o rosés. Cada tipo de vinho pede uma taça diferente. Os nomes das taças você pode encontrar em inglês ou francês ou no bom português também, as gravuras abaixo podem ajudar a identificar os formatos de cada tipo. 


Também é preciso considerar que a composição do vinho define as suas diferentes formas, por isso é classificado conforme o tipo e os estilos contidos dentro de um mesmo tipo. A diferenciação mais imediata dos vinhos pode ser feita pela coloração: branco, tinto e rosado, que consequentemente obedecem a variados estilos, por exemplo, os vinhos brancos podem ser: secos leves, secos de médio corpo, secos encorpados, secos espumantes, há ainda os brancos doces que se subdividem em: brancos doces naturais, brancos doces licorosos. Se o objetivo é apreciar o vinho não é possível usar um mesmo tipo de taça para servir um vinho branco espumante e um tinto bordeaux. 
Também não é necessário comprar todas as taças de todos os modelos e tamanhos que encontrar. Existem muitos modelos no mercado, o importante é ficar atento aos fatores primordiais, por exemplo: a transparência que permite uma apreciação perfeita da cor; o comprimento das hastes que lhe permita segurar o copo sem tocar no bojo e assim não alterar a temperatura do vinho; a abertura do bojo que ajuda a ressaltar os aromas. O tamanho da taça também é importante e varia de um vinho para outro, há vinhos que precisam de taças com um espaço adequado para poder girar. Já a taça de espumante tem o formato mais longo e alguns brancos pedem taças menores. Certamente os modelos que não podem faltar em sua casa são aqueles recomendados para os vinhos que você mais gosta de beber. 
Se está começando agora, um dos melhores modelos para começar o futuro acervo, pode ser uma espécie de taça "coringa", a taça ISO (International Standards Organization), que foi desenvolvida em 1970 para degustações técnicas e que serve para qualquer vinho, pode ser uma boa parceira. É muito utilizada em degustações técnicas de diversos tipos de fermentado. Trata-se de uma taça relativamente pequena e deve ser totalmente cristalina, com a haste longa e o bojo maior e fechada na parte de cima, características que favorecem a parte aromática.
Com o tempo vai perceber que é aconselhável ter no mínimo quatro modelos básicos: uma taça para espumantes, outra para vinhos brancos, um modelo para vinhos tintos Bordeaux e outra para vinhos tintos Borgonha. Para aqueles consumidores dos vinhos rosados e dos licorosos é importante investir em modelos somente para esses tipos de vinho, caso não queira mais usar o mesmo modelo de vinho branco que servem também para esses dois. 


Para que entenda melhor, é possível ressaltar alguns detalhes que justificam o formato de algumas taças. O vinho tinto, por exemplo, precisa de mais espaço para respirar e apresentar os aromas e os sabores intensos que o caracterizam, então o corpo da taça para esse tipo de vinho é grande, com espaço para bailar e por isso só deve ter apenas um terço de sua capacidade dela preenchida com o vinho. Há dois modelos mais comuns para os tintos que levam o nome das regiões produtoras desses vinhos na França: Bordeaux e Borgonha.


 A taça “Bordeaux” é ideal para os tintos ricos em taninos e mais encorpados, por ter um copo mais alto, com borda estreita que concentra e evita a dispersão de aromas, um bojo de volume avantajado que favorecem os vinhos feitos principalmente de uvas Cabernet Sauvignon. É uma taça que por ter aba fina consegue direcionar o vinho para a ponta da língua, isso permite que a untuosidade e os sabores frutados dominem o paladar antes que os taninos cheguem à parte de trás da boca. É a taça indicada para vinhos de uvas: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Bainada, Syrah e Tannat, 
A taça “Borgonha” ou “Bourgogne”, são para os vinhos mais concentrados e complexos, por ter um bojo com amplo formato de balão que promove a liberação do buquê mais facilmente, para que o vinho explore o nariz com maior intensidade, seu formato direciona o fluxo acima da ponta e do centro da língua o que diminui a percepção da acidez e ressalta as qualidades maduras e arredondadas de vinhos produzidos principalmente com a uva Pinot Noir. É a taça ideal para vinhos à base de uvas como a Pinot Noir, e também vinhos Rioja tradicional, Barbera Barricato, Amarone. 
As taças para vinhos brancos devem ter um corpo menor do que o corpo das taças para vinhos tintos, hastes mais longas e uma aba estreita que permita o fluxo do vinho para as áreas da língua que promoverá o equilíbrio entre a doçura e a acidez esperada em um vinho branco, A borda estreita ajudará a perceber o equilíbrio entre a acidez e as notas de frutadas no centro da boca. A taça tem um corpo menor para que seja consumido em temperatura baixa, por isso não deve ser preenchida além de um terço de sua capacidade e deve ser consumido antes que ocorra a menor troca de calor com o ambiente possível, assim as notas de frutas serão realçadas. Esse tipo de taça também é usada para vinhos rosés.
A taça para vinhos rosés pode ser menor do que a taça para os vinhos brancos, mas com bojo maior, afinal, trata-se de um vinho que possui os taninos dos tintos e os aromas dos brancos. Esse tipo de taça deve acentuar a acidez do vinho e permitir a percepção de sua doçura. Há poucas marcas que possuem taças específicas para vinhos rosés, é muito comum o uso da taça para vinhos branco na degustação de vinhos rosés.


As taças para os vinhos doces ou fortificados possuem bojo pequeno, são estreitas na parte superior e possuem design apropriado para que o fluxo da bebida chegue diretamente à ponta da língua para que os sabores doces sejam percebidos de imediato. São pequenas para que esses tipos de vinhos sejam consumidos em menor quantidade, geralmente são servidos para abrir o apetite ou para finalizar uma sobremesa. Um bom exemplo desse tipo de taça é a denominada “Porto”, perfeita para vinhos mais doces, como o Porto, Marsala e Banyuls, por ter um bojo levemente mais estreito e menor. 


Taças Flauta ou “Flûte” é a ideal para os espumantes e champagne. Taça fina, com hastes longas, transparentes, com pouco bojo, borda reta e estreita, é a ideal para se apreciar as borbulhas ou perlage, direcionar a efervescência e os aromas para o nariz e manter o fluxo acima da língua, para que o equilíbrio entre a limpeza da acidez e o sabor sejam percebidos. Evite modelos totalmente retos, é bom um pouco mais bojo para realçar os aromas. Se o Champagne for Cuvée ou de uma safra especial, será preciso uma taça com corpo curvo, para que o apreciador possa sentir alguma fruta. 
Após adquirir suas taças será preciso cuidar da limpeza delas. Para lavar é recomendável o uso de água morna e uma quantidade mínima de detergente líquido, se não for bem enxaguada, o produto irá interferir no sabor e o aroma do vinho e, no caso dos espumantes poderá impedir a liberação das borbulhas. Após o cuidadoso enxague é preciso secar com cuidado, preferencialmente com um pano de linho. O ideal, no caso de taças simples, de vidro, é que sejam lavadas apenas com água quente até retirar todo o resíduo do vinho e colocadas de cabeça para baixo sobre o pano de prato para que sequem naturalmente. O uso de detergente deve ser apenas para remover resíduos mais resistentes, o que vai exigir enxagues ainda mais. Se há uma coisa que nunca deve usar para lavar sua taça é a esponja que já foi usada para lavar pratos e talheres. Se for usar uma esponja, ela deve ser reservada somente para esse uso, para evitar que as micro-porosidades da taça acumulem gordura ou outros resíduos. Nunca seque uma taça segurando a base com uma mão e girando a taça com a outra em direções opostas. Se a taça estiver livre de qualquer tipo de resíduo que possa atrapalhar uma futura degustação de vinho estará pronta para ser guardada, e se a taça ficar guardada, sem uso, por muito tempo e estiver com aquele típico “cheiro de armário”, você pode passar, suavemente, um papel toalha embebido com álcool antes do enxágue final na taça. Para as taças de cristal, o cuidado é ainda maior e o uso do detergente deve dar lugar à força da água quente dos vários enxagues, e se ainda assim houver resíduo, passe um pano macio. E nem pense em usar a lavadora para o cristal, além da possibilidade de quebrar, o uso do detergente deve ser evitado. A Riedel, a maior e a mais famosa fabricante de taças de cristal do mundo dos vinhos, aconselha a limpeza somente com o vapor de agua, a taça deve ser colocada de cabeça para baixo sobre uma panela com água fervente e para secar deve ser usada uma tolha de linho.
Esperamos que você tenha tirado algum proveito do mínimo de informações contidas nesse texto. Sempre nos esforçamos para fazer o nosso melhor, por isso, sugerimos que visite o nosso site e que faça uma compra para conhecer nossos serviços. Também queremos ouvir suas sugestões para que possamos melhorar a cada dia. 
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